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"O Brasil pós-racial é uma meta que compartilho, mas ainda é uma ficção"
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Os desníveis sociais continuam a rimar com cor e raça.
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Ah pobre África Quem derramou teu leite neste mar de nada? Em que bolso fundo se escondem teus diamantes E quem tão sem brilho Deixou Os olhos de teus filhos?
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Um intuito de homenagem é este texto, revestido de um orgulho pessoal, acessivo a todos os afros-descendentes que desejarem incorporar este sentimento. Um misto de orgulho leva-nos a registrar a trajetória de famílias negras que descendem de núcleos familiares africanos, algumas procedentes da Nigéria ou de outras regiões da continente africano, todas dignas.
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A AMAFRO propôs a implantação do MUSEU NACIONAL DA CULTURA AFRO BRASILEIRA ao MINC e justificou sua criação, definindo alguns conceitos, explicitando que era necessário criar uma casa de cultura útil à comunidade, sobretudo aos afro-descendentes, e que também fosse contemporânea na sua concepção e auto sustentável. Seu foco principal seria a preservação e a difusão da cultura afro brasileira, sendo o Museu um instrumento de revelação da grande contribuição dos negros escravos e seus descendentes na criação de uma cultura bem sucedida, principalmente pela sua diversidade, com o objetivo de promover o que tanto tem sido discriminado e negado, que é o valor fundante desta contribuição. Os negros deram à cultura nacional a capacidade de se desenvolver pela dinâmica das diferenças que a compõem. E tudo isto tem de ser revelado e difundido, pois o negro foi o pólen cultural que fecundou as civilizações contemporâneas.
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