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O Presidente da AMAFRO - SOCIEDADE AMIGOS DA CULTURA AFRO-BRASILEIRA, no exercício de suas atribuições estatutárias, convoca, em caráter ordinário, todos os sócios de todas as categorias, para a Assembléia Geral Ordinária a se realizar na sede da Entidade, na Praça da Sé, n° 398, sala 209, Edifício Themis, Centro, CEP: 40.020-210, nesta capital, no dia 13 de abril de 2007, às 17:00 horas, ocasião em que serão postos em apreciação da Assembléia o parecer do Conselho Fiscal, o balanço anual e os demais relatórios financeiros do exercício anterior e o Plano de Metas da Diretoria, conforme dispositivo contido no Art. 15 dos Estatutos, bem como quaisquer outros assuntos julgados pertinentes pela Assembléia.
Salvador (BA), 29 de março de 2006.
JOSÉ CARLOS CAPINAN
PRESIDENTE
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A idéia de qualificar as matrizes culturais da civilização brasileira responde a uma necessidade de reverter o discurso redutor, que exclui e desqualifica a contribuição das matrizes africanas e indígenas, para afirmar exclusivamente a importância da matriz européia pelo que somos.
O discurso prevalecente na historiografia oficial, desde que se incumbiu de construir a memória de nosso processo formativo, esquece o que no quotidiano do Brasil em formação, desde o século XVI significou vida, trabalho, invenção, resistência, contribuição civilizatória oriunda de vários segmentos étnicos que, no nascimento da nação, foram subestimados e colocados como atores invisíveis e sem importância. A árvore genealógica do Brasil foi também uma árvore do esquecimento.
A criação de um museu corresponde a uma árvore da lembrança, que contraria esta tendência, colocando a produção do negro no centro da vida brasileira. E muitas gerações de afro descendentes cobraram esta iniciativa, Prosperaram sombras e cortinas impenetráveis, onde colaboravam o desconhecimento, a ignorância e o preconceito, formatando visões secundarizantes da milionária contribuição dos afro-brasileiros, ingrediente básico da grandeza do Brasil contemporâneo.
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Cumprindo uma vasta programação com a participação de chefes de estados, intelectuais e artistas de países africano e da diáspora, o II CIAD se constituiu num evento cultural que há muitos anos não acontece na Bahia e no Brasil. Inúmeras mesas temáticas trataram de temas atuais, tendo como foco o renascimento africano e a participação dos artistas e intelelectuais da diáspora neste processo renovador. Além das discusssões, que resultaram na aprovação da Carta de Salvador, exposições, shows com artistas internacionais, nacionais e locais encheram as noites de intensa participação popular. O evento, patrocinado pela Petrobrás, foi organizado pelo Minc, através da Fundação Palmares e teve como parceira a AMAFRO. |
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Ao som dos tambores da Banda Didá, o governador Paulo Souto assinou, no dia 11 de abril, a ordem de serviço para início da reforma dos prédios do Tesouro 1 e 2, onde será instalado o Museu Nacional da Cultura Afro-Brasileira (Muncab) A solenidade realizada no prédio 1 do Tesouro, local destinado à parte expositiva do Museu, foi marcada por um emocionado discurso do presidente da Sociedade dos Amigos da Cultura Afro-brasileira (Amafro), poeta José Carlos Capinan, expressando todo sentimento da entidade que vem lutando há quatro anos para viabilizar o Museu.
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O Governo do Estado da Bahia é parceiro da Amafro na implantação do museu
O que parecia um sonho da Sociedade Amigos da Cultura Afro-Brasileira (Amafro) começa a virar realidade. O governador Paulo Souto assina nesta terça-feira(11), às 17h a ordem de serviço para o início das obras restauração nos antigos prédios do Tesouro 1 e 2 do Estado, na Rua da Ajuda, no Centro de Salvador. Os prédios guardarão as mais belas riquezas do acervo cultural de matriz africana. A concepção do Muncab é mais do que simplesmente expor ou preservar peças de valor histórico. Mas recontar a história da África e o seu papel na construção do Brasil e de outras nações do mundo, proporcionando ao visitante uma verdadeira viagem ao conhecimento.
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