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AMAFRO, quatro anos valorizando a cultura afro Imprimir E-mail
Para comemorar os quatro anos de existencia, a Sociedade Amigos da Cultura Afro-Brasileira (Amafro) realizou uma assembléia ordinária no dia 31 de março, para prestação de contas das atividades desenvolvidas em 2005 e colocar em votação o nome de dois novos conselheiros, em substituição a Olga de Araketo (falecida) e Zulu, impedido de exercer a atividade por ter assumido a presidência da Fundação Cultural Palmares. A assembléia foi precedida de confraternização onde foram servidas iguarias da culinária afro-brasileira.

O presidente da Amafro, José Carlos Capinan, instalou a assembléia após conferir a presença de número legal de representantes. Ele mesmo dirigiu aos trabalhos com os informes das atividades, dando ênfase às providencias adotadas no sentido de viabilizar o principal projeto da Amafro: o Museu Nacional da Cultura Afro- Brasileira (Muncab),que será instalado ainda este ano no antigo prédio do Tesouro, no Centro Histórico de Salvador.

Também falaram os diretores Jurídico, Carlos Marighella e o diretor Cultural, Jaime Sodré que prestou informações sobre o projeto "História que eu VI"; já em andamento, que tem o objetivo de colher depoimentos para o acervo do Muncab. O presidente do Conselho Fiscal, Nerivaldo Almeida, informou que as contas referentes a 2005 foram analisadas e aprovadas sem restrições.

Para novos conselheiros foram sugeridos e aprovados os nomes da filha de Olga de Araketo, em substituição ä mãe, mantendo a tradição da sucessão usada no próprio Candomblé, e o professor Jorge Portugal, para substituir Zulu.

História da Amafro

A Sociedade Amigos da Cultura Afro-Brasileira (Amafro), foi fundada em 15 de março de 2002 com a missão de preservar e reconhecer o patrimônio cultural afro-brasileiro. A missão não era nova, mas também não era fácil, pois o resgate da herança africana ficou entregue à própria sorte durante séculos. E para que parte desse cenário fosse remontada que um grupo de intelectuais de Salvador pensou na criação da Amafro.

A Amafro tem entre seus objetivos o fomento ao ensino e a pesquisa, o desenvolvimento técnico, a promoção de intercâmbio cultural a preservação do patrimônio histórico da cultura afro-brasileira. Para que essas ações fossem postas em prática a Amafro reuniu militantes de sindicatos e movimentos de esquerda das décadas de 60, 70 e 80.

No rol de sócios a Amafro tem artistas, políticos, historiadores, educadores, etnólogos, antropólogos e líderes comunitários de atuação estadual e nacional, todos ligados a uma mesma finalidade valorizar a cultura negra. "A Amafro nasceu na luta de reparação conta o preconceito; nasceu, principalmente, do entendimento que essa biodiversidade é o bem maior da cultura brasileira", explica o poeta e presidente da Amafro, José Carlos Capinan.

Hoje, a principal ação da Sociedade Amigos da Cultura Afro-Brasileira é a implantação do Museu Nacional da Cultura Afro-Brasileira (Muncab) em Salvador. O museu vai funcionar no antigo prédio do Tesouro na Rua da Ajuda, que será restaurado. As obras para implantação do Muncab serão viabilizadas por meio de parcerias com o Governo da Bahia, Ministério da Cultura e com recursos da Caixa Econômica, BNDES e BID.


Assessoria de Imprensa
31-03-2006

 
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