| Tambores anunciam inicio das obras do MUNCAB |
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Ao som dos tambores da Banda Didá, o governador Paulo Souto assinou, no dia 11 de abril, a ordem de serviço para início da reforma dos prédios do Tesouro 1 e 2, onde será instalado o Museu Nacional da Cultura Afro-Brasileira (Muncab) A solenidade realizada no prédio 1 do Tesouro, local destinado à parte expositiva do Museu, foi marcada por um emocionado discurso do presidente da Sociedade dos Amigos da Cultura Afro-brasileira (Amafro), poeta José Carlos Capinan, expressando todo sentimento da entidade que vem lutando há quatro anos para viabilizar o Museu.Participaram do ato o secretário-executivo do Ministério da Cultura Juca Ferreira, representando o presidente Lula e o ministro Gil, o senador Rodolfo Tourinho entre outras autoridades, além de lideranças do movimento negro como a ex-secretária municipal de Reparação Social Arani Santana, o professor e poeta Jorge Portugal, a vereadora Olívia Santana e tantos outros anônimos puderam testemunhar o primeiro passo para o resgate e preservação da cultura negra brasileira. Em seu discurso o presidente da Amafro, José Carlos Capinan deixou aflorar toda sensibilidade do poeta manifestando a felicidade de ver materializado o primeiro passo para a concretização do Museu. Com lágrimas nos olhos agradeceu o apoio do governador e cobrou mais incentivos dos poderes públicos para a cultura, que, segundo ele, é a maior vocação dos baianos. "O futuro é do conhecimento e essa Casa é para isso. O esquecimento nunca mais" exclamou. O secretário do Ministério da Cultura, Juca Ferreira ressaltou a grande diversidade cultural existente no estado e a importância da instalação do Museu na Bahia. "O Muncab será um dos museus mais modernos do mundo. Uma instituição contemporânea" afirmou. Já o senador Tourinho disse que não havia lugar melhor para implantação do museu senão na Bahia e pediu a aprovação imediata do Estatuto da Igualdade Racial em tramitação no Congresso, como completo ao resgate cultural. O governado Paulo Souto assinalou que em nenhum outro estado teria tanto impacto eternizar a luta dos antepassados negros, quanto na Bahia, pois o maior tesouro dos baianos é a sua cultura e religião. Parabenizou a Amafro pela iniciativa de criar o projeto do Museu. "é uma grande iniciativa ter um projeto desse porte gerido pela sociedade civil. As coisas para serem públicas não precisam necessariamente serem geridas pelo estado". Afirmou o governador. Finalizando o evento o cantor santamarense Roberto Mendes se apresentou cantando a música Yáyá Massemba do poeta Capinan, que fala da chega dos negros ao Brasil e o forte desejo de ver o seu povo livre por meio da educação. Assessoria de Imprensa 11-04-2006 |
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