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FEIJÃO 7 ANOS - AMAFRO Imprimir E-mail
A Sociedade Amigos da Cultura Afro-Brasileira homenageia a chefe de cozinha Maria de São Pedro, para celebrar aniversário da entidade.

Como comemoração do seu aniversário de 7 anos, desenvolvendo ações para  a preservação e difusão da cultura afro-brasileira, a AMAFRO realizará em  16 de maio (sábado), o “Feijão dos Sete Anos”, que  terá como homenageada a grande quituteira Maria de São Pedro. O evento será na futura sede do Museu Nacional da Cultura Afro-Brasileira ( MUNCAB), localizado no Prédio do Tesouro, no Centro Histórico. Associados e convidados, além de saborear a feijoada típica da culinária da Bahia, serão contemplados com um grande show de artistas baianos, como o cantor Lazzo Matumbi,  Grupo Mandaia, Roberto Mendes, Mário Ulhoa, Jovino Alves, Raul Bermudez, Flávia Morenno, Gabi Guedes e Gazineu. A programação começará às 10hs, com a Assembléia Ordinária da entidade, quando serão discutidos assuntos internos e apresentados novos projetos e metas. O feijão será servido às 13;00hs e a camisa de adesão custa apenas R$30,00.


A AMAFRO, com o objetivo de valorizar e preservar a riqueza cultural afro-brasileira, nesses sete anos realizou seminários, mesas redondas, oficinas com alunos de escolas públicas de Salvador, participou de movimentos contra a intolerância religiosa e eventos internacionais como a CIAD (Conferência de Intelectuais da África e da Diáspora), entre outros. O projeto de instalação do Museu Nacional da Cultura Afro-Brasileira conta com ampla participação de artistas, historiadores, antropólogos, museólogos, religiosos e militantes do movimento negro.


História de Maria de São Pedro:


Maria de São Pedro nasceu em 22 de junho de 1901, no interior da Bahia, na cidade de Santo Amaro da Purificação. Negra da etnia Jeje, filha de Xangô, veio morar em Salvador com 20 anos acompanhada de seus filhos Luís Domingos, Zulmira e Eunice. Como forma de manter a renda familiar, o caminho encontrado foi montar uma barraca de quitutes na então Feira dos Sete,onde hoje se localiza a Base dos Fuzileiros Navais, no bairro do Comércio.


A barraquinha, que na época possuía apenas uma mesa de madeira, ganhou fama com a venda de iguarias típicas da culinária baiana e nordestina, cresceu e se transferiu para o Mercado Popular. Além dos trabalhadores do local, não demorou muito e a clientela passou a ser composta por personalidades nacionais e internacionais como o escritor Jorge Amado, o pesquisador e historiador Odorico Tavares, os artistas Calazans Neto e Caribé, o poeta Pablo Neruda e até o filósofo francês Jean Paul Sartre, e muitos outros que freqüentaram seu restaurante, já no Mercado Modelo. “ Nós estamos visualizando a mulher negra que usou a cozinha como forma de libertação. Diferente da concepção européia de mulher doméstica, escrava da cozinha”, explica o Presidente da Amafro, José Capinan. 
         
Durante o evento, alguns participantes receberão como brinde um avental-homenagem a Maria de São Pedro, que na trajetória de luta e resistência fundou o restaurante localizado atualmente no segundo andar do Mercado Modelo. “O avental seria para ela sinônimo de libertação. Foi a partir de sua atividade de quituteira que ela se auto-afirmou”, destaca a Antropóloga Nivalda Costa, integrante do Conselho Consultivo e associada da AMAFRO. 
          
    Jaqueline Barreto
    ASCOM- Assessoria de comunicação
    AMAFRO- Sociedade dos Amigos da Cultura Afro-brasileira/  www.amafro.org.br/ 3321-6722



 
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