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Festival Mundial de Arte Negra - Dakar Imprimir E-mail
Ministro da cultura fala sobre o III Fesman

terceiro_festival_de_arte_negra_iii_fesmanO renascimento africano permitirá a integração dos países da África com a diáspora e esse novo momento mundial concede um papel significativo ao 3º Festival Mundial de Artes Negras (3º FESMAN), que acontecerá em Dakar/Senegal, de 1º a 14 de dezembro deste ano e que tem o Brasil como país homenageado. Em síntese, esse é o caráter do Fesman, conforme informou o Ministro da Cultura do Senegal, Mame Birami Diouf, encarregado do evento, durante entrevista coletiva, na qual esteve acompanhado do Embaixador do Fesmam, o jogador de futebol da seleção francesa, Bernard Lama, o responsável pela organização do Fesman, Alioune Badara Bèye e Zulu Araújo, presidente da Fundação Cultural Palmares/Minc, órgão responsável pela organização da comitiva brasileira que participará do Festival.


Diouf faz parte da comitiva senagalesa que veio ao Brasil participar do lançamento do Fesman, hoje, nas cidades baianas de Cachoeira e Salvador. Ele informou que o evento já reúne 54 países, mas que a meta é ampliar para 80. Segundo ele, o 3º FESMAN será um momento especial para se pensar sobre a produção negra africana e da diáspora, sem intermediários. “Precisamos recuperar a história africana, a partir dos africanos e da diáspora. Por isso, falamos em renascimento africano”, ressaltou o ministro, comentando que o evento não servirá, apenas, para a participação de celebridades e sim, como uma ampla janela, aberta a diversidade da produção cultural africana e da diáspora.


Quando questionado sobre uma possível periodicidade do evento – ele foi realizado anteriormente em, 1966 e 1997 - Diouf respondeu que ainda falta uma maior compreensão da importância e impacto do evento e, em tom de brincadeira, e de provocação falou: “quem sabe poderemos estabelecer um prazo de quatro anos e escolher o Brasil para ser o próximo país a realizar o 4º FESMAN?”.


Por sua vez, Zulu Araújo informou que a Fundação Cultural Palmares definiu duas formas de participação: através da delegação oficial, com artistas de reconhecida contribuição às artes negras ou de Editais ainda a serem abertos para o publico. “O edital é a forma mais transparente e democrática de selecionarmos esta comitiva. Mas é claro que há nomes como Abdias do Nascimento (poeta, escritor, artistas plástico e dramaturgo), cuja trajetória na militância pela causa negra já é a própria seleção e não podem ficar de fora de um evento como este”, explicou Zulu Araújo.


Mais informações sobre o Fesman 2009, podem ser acessadas no site, em português: http://www.fesman2009.com/

Ceres Santos é jornalista e professora da Universidade do Estado da Bahia



 
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