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AMAFRO organiza exposição internacional Imprimir E-mail
Benin Está Vivo Ainda Lá-Ancestralidade e Contemporaneidade” é o tema da mostra que irá trazer à salvador grandes artistas do cenário nacional e internacional

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Salvador, cidade referência das influências de matrizes africanas no Brasil, será palco de uma mega-exposição que vai estreitar laços com a cultura e história do Benin.  A exposição "Benin Está Vivo Ainda Lá- Ancestralidade e Contemporaneidade" irá contemplar a capital baiana com um amplo acervo que traz à tona a tradição e o contemporâneo, retratando as ligações coloniais entre o Brasil e a África. A AMAFRO, instituição responsável pela organização dessa exposição e  instalação do Museu Nacional da Cultura Afro-Brasileira, está à frente desse processo.
 
   A mostra, além das inúmeras peças e obras artísticas características desse país, proporcionará aos visitantes oficinas, seminários e apresentações artísticas. As visitas à exposição serão mediadas por professores e irão atingir cerca de cem escolas públicas de Salvador, além de representantes de terreiros de candomblé, organizações do movimento negro da Bahia, irmandades  quilombolas e comunidades populares do Estado. Esse evento, que ocorrerá na futura sede do Museu Nacional da Cultura Afro-Brasileira, de acordo com José Carlos Capinan, Presidente da AMAFRO e militante cultural, tem a função de dar visibilidade ao projeto do Museu na busca por mais parcerias e investimento financeiro. “Ela possibilitará à Salvador entrar em contato com uma nova concepção de exposição, na qual o dinamismo e a interação com o público serão primordiais”, salienta. 


   Segundo ele, essa exposição irá contemplar o público com uma visão mais ampla sobre a relação Benin-Bahia a partir de diversas linguagens artísticas como o teatro e a música. “ Vamos conceber o conhecimento como um grande espetáculo. O ato de conhecer está totalmente ligado à fruição”, ressalta, complementando ainda que “o MUNCAB vai mostrar para o Brasil e para o mundo que aprender e se divertir não são coisas opostas”.


  O Benin, na época da colonização do Brasil, teve vários de seus povos trazidos obrigatoriamente para servir como mão-de-obra escrava nas economias de açúcar e ouro. “Acredito que com o MUNCAB vamos ampliar nosso contato com a África. O Benin fica muito feliz por saber que esse projeto existe, pois a cultura é essencial para o desenvolvimento de um país”, frisou o Embaixador do Benin Isidore Benjamin Amédéé Monsi, durante vista ao prédio do Museu na semana passada.


Assessoria de Comunicação/ Jaqueline Barreto.

 
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