| Benin: ancestralidade e contemporaneidade |
|
Benin-Bahia tema da exposição organizada pela AMAFRO é retratada por André Jolly
O Benin é um país onde as tradições são e estão muito presentes . E as tradições são antes de tudo, a expressão da rica espiritualidade que caracteriza os cultos e impregna a vida cotidiana . Não é, então, por acaso que artistas beninenses sejam marcados por uma carga emocional muito forte.Essas tradições falam diretamente à sensibilidade do homem. Extraindo suas raízes de um passado que assumem, testemunha o presente e interpelam o futuro.Elas preconizam uma mestiçagem temporal, geográfica e cultural. O artista ''transpõe, literalmente, com uma pernada, os oceanos para criar passarelas, elabora uma rede de continentes, mas também entre as culturas, as gerações, os povos, as histórias e as diversas temporalidades. Sua obra manifesta a realidade da linguagem pictórica distinta das escolas, das correntes, das academias. A obra não é exótico-africana. Ela nos acompanha num pensamento profundamente humano e universal.''
Os contemporâneos, por causa vez, mostram sua precupação com os compromissos sociais e culturas atuas, do Benin e do mundo.
Gérard Quenum nos transmite com a metáfora dos bonecos abandonados, a sua revolta diante das injustiças sofridas pelas criançãs do mundo inteiro.''Meu trabalho me permite ter um poder de expressão, revelar minhas entranhas, minhas emoções'' diz Zinkpè.
Por último, Lambustagor e Abdoul-Ramane, se inscrevem nas manifestações da vida cotidiana do Benin, presentes em sua cultura popular, com fundas raízes em suas tradições. |